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Atleta da UFU medalha no Meeting Paralímpico Universitário 2026

Estudante disputou as provas de arremesso de peso e lançamento de dardo, no atletismo
Alan Alves Rodrigues
21/07/2026 - 10:58 - atualizado em 21/07/2026 - 10:58

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) participou do Meeting Paralímpico Universitário 2026, em Belo Horizonte - MG, no dia 4 de julho. O evento é uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e reuniu diversos atletas para disputar as modalidades de atletismo, natação e halterofilismo.

O estudante-atleta de Jornalismo, Calebe Dias, representou a UFU no atletismo. O discente disputou as provas de lançamento de dardo e arremesso de peso pela classe F57, destinada a atletas amputados. “Eu comecei no Paradesporto esse ano, em fevereiro. Então, eu comecei a conhecer o projeto que a Futel (Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer) tem, em parceria com o Sesi Gravatás e o Praia Clube. É um projeto de iniciação do esporte paralímpico, para pessoas que têm interesse”, explica o estudante.

Segundo Dias, a preparação para o Meeting Paralímpico vem desde o início do ano. A competição foi traçada como um primeiro objetivo. “Desde o começo do ano, com os treinos, tanto os físicos quanto os técnicos, eu já venho me preparando, sabendo que essa é a primeira oportunidade de estar realmente em uma competição oficial”, comenta o atleta.

Para o técnico esportivo da Divisão de Esporte e Lazer (Diesu/UFU), Luiz Fernando Vilarinho, o paradesporto universitário é importante para os estudantes com deficiência. “É uma forma da pessoa com deficiência cuidar da saúde através do esporte, fazendo com que as obrigações universitárias fiquem menos desgastantes, além de contribuir com a socialização de uma maneira geral”.


Diesu estuda formas de incluir o paradesporto no ambiente universitário (Foto: Arquivo pessoal de Calebe Dias)

No Meeting Paralímpico, Dias conquistou o pódio duas vezes, ficando em primeiro lugar na disputa de arremesso de peso e em segundo lugar no lançamento de dardo. “Foi muito gratificante. Eu senti aquele gostinho de competição, eu senti o gostinho da vitória, de saber que você está acompanhando os outros atletas, e você vê que eles não estão chegando em você. Você fala, ‘estou bem, já garanti o terceiro, já garanti o segundo’. E quando chega a hora, você vê realmente na mesa, eles falam que você foi o primeiro. É um sentimento muito único”, conta o atleta sobre conquistar o pódio duas vezes.

Vilarinho destaca que a UFU tem buscado meios para atingir o público do paradesporto universitário, realizando ações para que essa categoria seja conhecida por toda a comunidade universitária. Além disso, a universidade busca maneiras de incluir o paradesporto em maior escala no seu ambiente. Apesar disso, o técnico esportivo também pontua que, no momento, o desafio é trazer mais público para a prática paradesportiva. “As competições universitárias paralímpicas não têm custo com inscrição. Porém, nosso maior desafio está em conseguir trazer mais pessoas com deficiência para a prática paradesportiva. Estamos buscando meios para isso e esperamos aumentar cada vez mais a participação desse público não só no esporte, mas no lazer também”, ressalta Vilarinho.

 

 

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